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Aumento do número de casos de miopia infantil preocupa especialistas

27/11/2020

De acordo com levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2021, pelo menos 35% da população mundial terá miopia. Isso significa que mais de 2 bilhões e 700 milhões de pessoas terão essa disfunção na visão. Atualmente, o planeta tem 7 bilhões e 700 milhões de habitantes.

Ainda segundo a entidade, a tendência é que o problema avance e atinja pouco mais da metade (52%) das pessoas em 2050. A prevalência da miopia varia nos diferentes grupos etários, sendo mais comum o início em crianças e adultos jovens (até 30 anos).

Por isso, especialistas se declaram preocupados, principalmente com as crianças, pois cada vez mais cedo estão desenvolvendo a doença devido à utilização precoce de tablets e smartphones.

Conforme opina a consultora óptica Fernanda Bolzan de Morais, é preciso desestimular o uso intenso dos aparelhos, sobretudo na infância, trocando-os por atividades ao ar livre. Pesquisas realizadas em todo o mundo mostram que essa medida é eficaz para diminuir o avanço da miopia.

A profissional salienta que os pais devem ficar atentos a sinais que os filhos possam dar. Se algum detalhe chamar a atenção, como casos de problemas visuais na família (hereditariedade), principalmente pais com estrabismo ou alto grau, uma consulta com um especialista deve ser agendada o quanto antes.

Nesse período de pandemia do coronavírus, a geração de crianças e adolescentes está mais conectada, ou seja, passa muito mais tempo em contato com computadores ou celulares todos os dias. Esse acesso intenso, complementa Fernanda, faz com que os olhos fiquem focados em um único objeto por bastante tempo, e isso faz a nossa pupila engrossar e atrofiar aos poucos.

Portanto, quando olhamos para um objeto que está mais distante, fica mais difícil de enxergá-lo, ficamos com a visão embaçada. Assim é a miopia: é a dificuldade para ver objetos que estão longe.

Não existe uma única causa para a miopia, podendo ser genética ou ambiental. São três os fatores elencados pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica como os mais importantes para o desenvolvimento do problema de visão: relação entre o esforço para enxergar perto e uma fraca acomodação; predisposição hereditária; e relação entre a pressão intraocular e fraqueza da esclera (a parte branca do olho).

Existe maior influência dos dois primeiros fatores, em graus diferentes, no período inicial da miopia, enquanto que o terceiro fator é mais frequente nos graus mais avançados, causando a progressão da doença.

Essa progressão é acompanhada de perto pelo casal Flávia Rech da Silveira e Fernando Silveira, pais da Martina Rech da Silveira, 10 anos. A mãe conta que a filha nunca tinha se queixado de não enxergar bem. Numa visita de rotina ao pediatra, quando a menina tinha três anos e 10 meses de idade, foi solicitado um exame de rotina com um oftalmologista.

Flávia recorda que Martina saiu da consulta oftalmológica com a receita de um óculos
dois graus de miopia. Ela não reclamava que não enxergava porque o “normal” dela era diferente, tinha aprendido a enxergar daquela maneira. “Quando ela colocou os óculos pela primeira vez disse que tudo estava brilhando, e a partir daí nunca mais deixou de usar”, relata Flávia.

Hoje a menina tem seis graus de miopia, com tendência de aumentar. A mãe observa ainda que Martina teria problema de adaptação com os óculos por ela ser tão pequena. “Ainda bem que isso não ocorreu. Desde aquele momento até hoje os óculos fazem parte dela”, narra Flávia. Devido ao grau ser alto, ela complementa que a opção é sempre por lentes com os melhores recursos tecnológicos e afinamento, para tornar o uso mais confortável possível.

Em meio ao tema, enfim, como evitar a miopia nas crianças? Fica a dica para reduzir o uso de aparelhos eletroeletrônicos, no máximo até duas horas por dia. A vitamina D é uma grande aliada, deixando os olhos mais saudáveis se expostos ao ar livre de forma moderada.

Ainda de acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, para os mais jovens, a frequência ideal é a realização de exames anuais durante os anos escolares. Quando diagnosticada a miopia, é preciso redobrar a atenção e seguir as orientações médicas sobre periodicidade.

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